Mas quem olha para os agregados do turismo? Nós olhamos!

Mas quem olha para os agregados do turismo? Nós olhamos!

 

Que 2020 foi bastante desafiador… todo mundo já sabe.  Mas quando nós ficamos em nossas casas sem podermos sair, um dos primeiros pensamentos foi:

“quando será que vamos poder voltar a viajar?”

Se não haviam turistas nas cidades, não havia receita dessa atividade. Para as agências, operadoras e empresas de receptivo, foi bastante difícil segurar a onda. Mas e os guias, os bugueiros, os artesãos e artistas plásticos? Como se viraram?

O turismo é ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico, reduz a pobreza, atenua a desigualdade social e auxilia na consecução dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas (CNC[1], 2010).

6,5 milhões de turistas desembarcaram no Brasil em 2017, 51% só no Ceará segundo o Ministério do Turismo (2019). Foram 3,3 milhões de pessoas que permaneceram em média 9,7 dias, gastaram R$ 2.651,12, deixando receita turística direta de R$ 8,9 bilhões: 45% gastos principalmente com compras (28,3%) e diversão/passeios, 16,9% (Setur-CE[2], 2018).

O que significa dizer que esse volume gasto com compras e passeios poderia estar melhor distribuído com os agregados caso tivessem acesso direto ao turista ou ao interessado em experiências turísticas e produtos regionais.

Decidimos fazer alguma coisa! Nasceu o Turisnato. Um marketplace que pensa nos agregados do turismo que estão sofrendo consequências severas com a pandemia. Esses profissionais necessitavam de alternativas para conseguirem autonomia e independência para gerarem renda sem depender de agência de viagem, operadora, etc…

Somos um negócio de impacto social cujos valores são:

  1. Transparência e responsabilidade nas relações comerciais;
  2. Construção das capacidades e empoderamento dos empreendedores dos setores turísticos e do artesanato das comunidades locais;
  3. Criação de oportunidades para os produtores economicamente desfavorecidos;
  4. Equidade de gênero e incentivo ao empreendedorismo feminino;
  5. Treinamento e apoio aos artesãos e acesso às informações do mercado;
  6. Cobrança de percentuais de preço justo pelo serviço prestado na plataforma;
  7. Respeito à legislação e às normas nacionais e internacionais;
  8. Sustentabilidade e turismo consciente.

Ora, ora… O Ceará não é só sol e praia! É também turismo cultural, de aventura, religioso, gastronômico…  Não é não? Pense no Ceará sem pensar em castanha, rapadura, feijão verde, caranguejo… 

Vamos difundir nossas experiências turísticas e nossos produtos regionais (nossa renda, nossa areia colorida, nossa cerâmica…).

Que venha a retomada do turismo!


[1] Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC): http://www.cnc.org.br/

[2] Secretaria de Turismo de Ceará (Setur). Indicadores Turísticos 2006/2017. 2018.

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